terça-feira, 23 de setembro de 2008

Voltamos ao nosso grupo de "Mulheres", já no dia 25 de Outubro!

Está decidido!
Dia 25 de Outubro voltamos aos nossos encontros mensais.
Estou tão animada!


Mulheres de hoje…quem somos?

A Mulher de hoje, é um borrão de actividades.
Sofremos pressões no sentido de ser tudo para todos.
Nascidas numa cultura onde não nos deixam subir ás árvores quando vemos os nossos amigos a divertirem-se tanto, em que temos que cruzar as pernas quando usamos saias, onde para garantir a nossa independência financeira vestimos calças e trabalhamos mais que 8h diárias e ganhamos pouco, onde ser uma boa mãe ainda implica ficar com a tutela integral dos filhos e ligar para o ex a avisar que já devia ter vindo buscar os meninos há 3 horas… onde fica o cuidar de nós mesmas?
Muitas dirão “sinto-me preenchida com toda esta agitação”. É normal, com tantas coisas que fazemos é difícil constatar que somos inúteis.
Mas então porque será que nos breves momentos em que por milagre o tempo parece que pára, e viramos o olhar para um ponto para lá do infinito, em que nada vemos mas tudo enxergamos, e sentimos a alma vazia? Ou na melhor das hipóteses, pouco preenchida?
Geralmente, depois deste primeiro contacto, voltamos ao trabalho ainda com mais força e energia, afastando os pensamentos e achando que só pensamos em tontarias. Afinal, sempre nos disseram que éramos fracas a pensar!
Mas… uma vez feito o primeiro contacto, a ligação estabelece-se, e a partir daí, gradualmente, a voz de suplica da alma vai se tornando cada vez mais constante e mais forte. Podemos até calá-la, mas não a podemos deixar que se movimente dentro de nós e se não lhe damos atenção ela pode fazer grandes estragos. Ela manifesta-se em tristeza no toque, olhar sem brilho, apatia nos movimentos, sorrisos forçados, respostas azedas, os instintos e ciclos naturais são perdidos,
Compreender que dentro de cada uma de nós, há uma força que nos impulsiona para “um ir mais além” não é uma religião, mas uma prática.
Uma prática que deve ser atendida a todos os momentos e ao longo de todas as nossas respirações. Trata-se de conhecimento da alma.
A esta alma chamaremos Mulher Selvagem. E sem ela, não temos ouvidos para ouvir o discurso das nossas entranhas ou para registrar a melodia dos nossos próprios ritmos interiores. Sem ela, a visão íntima é impedida pela sombra de uma mão, e grande parte dos nossos dias é passado num tédio paralisante ou então em pensamentos ilusórios. Sem ela, perdemos a segurança do apoio da espontaneidade. Sem ela, esquecemos o motivo pelo qual estamos aqui; agarramo-nos às coisas quando, muitas vezes, seria melhor afastarmo-nos delas. Sem ela, exigimos demais, de menos ou nada. Sem ela, calamo-nos quando na verdade estamos a arder.
A Mulher Selvagem é o nosso instrumento regulador, o nosso coração, da mesma forma que o coração humano regula o corpo físico.
Alimentar a nossa Mulher Selvagem é a saúde para todas as mulheres.

guida g.